segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

todo mundo entra no assunto de despedidas, mas penso que ninguém já parou pra pensar realmente nisso, no real peso que é saber que as pessoas vão com a mesma facilidade com que elas chegaram. É difícil ou até mesmo impossível saber que nada dura pra sempre, que mesmo por mais longe que venha a durar, não chega no tão pra sempre, pode não ser o pra sempre em quer sonhamos, desejamos, mas de alguma forma torna-se um pra sempre, um pra sempre particular, onde caminha com cada um, ali, lado a lado, com o inevitável sabor da saudade, da saudade de tudo aquilo que foi vivido, chegando a extremos, no extremos de sentir tanta falta, que começa a sentir aquela dor, aquela dorzinha chata que não existe remédio, nem cura, nem mesmo o tempo é capaz de cicatrizar, assim são feita as verdadeiras lembranças, aquelas lembranças que mesmo sabendo que dói lembrar, surgi um sorriso bobo no rosto, aquele que a gente não espera, que simplesmente surge, surge com toda aquela lembrança boa, com toda aquela vontade de voltar e viver tudo novamente, costumo associar despedias como balões soltos ao ar, na hora que são soltos eles sobem juntos, mas com o vento, cada um segue pra um lado, uns continuam sendo vistos, em quanto outros vão ficando cada vez mais longe, até que chega uma hora que o perdemos de vista só deixando as recordações, nossas recordações
(Danielle Rafaldini)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores

Quem sou eu

Minha foto
Sou aquela cheia de defeitos, que adora imaginar que o mundo é um lugar magico,porem sabe que vive em um lugar sujo, mas nao é por isso que vai parar de sonhar ;)